Era angustiante te ver e não poder te tocar. Era deprimente procurar por seus olhos e não encontrar. Era enlouquecedor esperar pelo teu sorriso e ele nunca chegar. Era melancólico caminhar na sua direção, mas nunca te alcançar. Era sombrio te amar com todas as forças do meu corpo e da minha alma e saber que eu nunca poderia te ter. Era cruel não saber se a distância entre nós deveria ser medida em quilômetros ou em mundo. Ou talvez até mesmo em realidades, sendo que as nossas eram tão opostas quanto á de um príncipe e uma plebéia . O Nobre e a Gata Borralheira. Realidades completamente distintas e opostas. A dor de amar sem ser amado, poderia ser ignorada. Eu poderia fingir que você me amava e brincar de faz de conta, onde eu era uma princesa completamente amada por você. Porém a dor de não ter ao menos o direito de admirar a pessoa amada essa era sufocante. Era inaceitável que vivêssemos em dimensões completamente diferentes onde eu jamais poderia ter a honra de ver próximo a mim, eu jamais poderia te tocar, te olhar nos olhos, sorrir pra você, te abraçar ou mesmo dizer Eu te amo. Quando eu fecho os olhos a única coisa que eu quero ver é você e o único som que eu quero ouvir é o da sua voz. Todas as vezes que eu precisava de um abraço, era o seu que eu queria. Mas sempre que eu fechava os olhos eu lembrava que eu não tinha você e que esse era mais do que um sonho impossível. Eu lembrava que você era o príncipe e eu era a plebéia então não seria surpresa que eu nunca poderia estar onde você estivesse, ao seu lado e te amando como eu queria .
Karina


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